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Praça do Relógio - 10.12.2020 - foto: Cecília Bastos/USP Imagens

É patente que a excelência acadêmica da Universidade depende em larga medida da valorização de seus quadros. Por que nos permitimos negligenciar ou mesmo esquecer o óbvio? Ora, uma universidade é uma obra coletiva, é um conjunto de pessoas engajadas num projeto comum. Se as pessoas se sentem desvalorizadas, sobretudo quanto têm razões objetivas e materiais para se sentir assim, é óbvio que nada vai dar certo. Se queremos excelência na USP, precisamos ter gente valorizada na USP.

Atualmente, a Universidade está equilibrada do ponto de vista financeiro, o que lhe permitiu inclusive recompor parcialmente seu fundo de reserva. Isto se deve a medidas já adotadas e à relativa recuperação da arrecadação do ICMS do Estado durante a pandemia. É hora (e já estamos atrasados nisso) de tomar as providências para que o financiamento alcance a valorização das pessoas. A recuperação da arrecadação do ICMS deve-se parcialmente à elevação da taxa de inflação, o que erode o poder de compra da comunidade universitária. O desafio da próxima gestão será encontrar equilíbrio entre a estabilidade financeira da Universidade e a recomposição do quadro e salarial dos servidores e docentes, bem como compensar (repor, corrigir) a defasagem salarial que, a se manter, terá impactos sobre as atividades desenvolvidas na Universidade. 

 

NOSSOS COMPROMISSOS

  1. Planejar o orçamento da Universidade, respeitando parâmetros de responsabilidade e boas práticas orçamentárias, priorizando e otimizando os investimentos, de forma a garantir a sustentabilidade financeira atual e futura.
     

  2. Trabalhar com transparência e granularidade os dados econômicos e financeiros da Universidade.
     

  3. Identificar já no início da gestão as ações fundamentais para a manutenção da excelência da Universidade, como o término de obras paralisadas, como a praça dos Museus, e as necessárias para consolidação da estrutura de algumas unidades jovens ou que tenham cursos novos.
     

  4. Priorizar a recuperação salarial, a recomposição do quadro docente, a contratação de técnicos de laboratórios de ensino, pesquisa e atividades de extensão e a permanência estudantil.
     

  5. Manter, com a participação da COP e da CLR, um grupo de trabalho para acompanhar e, eventualmente, intervir nas discussões em diferentes níveis sobre as mudanças da legislação tributária, orçamentária, previdenciária e administrativa em São Paulo e no Brasil que produzam impactos na Universidade e em seus membros.
     

  6. Defender a autonomia orçamentária da USP e da Fapesp junto ao poder público estadual, condição da preservação da qualidade das instituições.
     

  7. Estimular e criar mecanismos complementares para o orçamento da Universidade que respeitem seu caráter público e sua autonomia.