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Praça do Relógio - 10.12.2020 - foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Após um período inicial de relativa eficiência, a USP construiu, com participação decisiva de algumas Unidades, ações efetivas em prol da inclusão social que adquiriram concretude no Conselho Universitário. Vários anos foram necessários para superar resistências internas, para que o aperfeiçoamento do processo de inclusão, voltado para a graduação fosse alcançado. Inicialmente, houve a introdução de um programa de bônus na Fuvest, cujo caráter pioneiro representou uma importante mudança no conceito tradicional de livre concorrência; posteriormente, houve a adesão ao sistema nacional do SISU, com maior possibilidade de alunos de outras regiões do país serem admitidos na USP; até que finalmente foram criadas cotas para as escolas públicas (50% das vagas), além da adoção de critérios étnicos-raciais, também inclusivos. As últimas medidas, aprovadas pelo Conselho Universitário em 2017, devem ser completamente preservadas e aprimoradas, de modo a valorizar esses estudantes em seus cursos mediante diferentes medidas, garantindo suporte à permanência estudantil e ao rendimento acadêmico esperado.
 
Na pós-graduação, que possui processos seletivos descentralizados, os programas progressivamente estão incluindo em seus regulamentos formas e critérios de inclusão social, racial e de gênero. Esse processo tem sido aprovado pelas instâncias decisórias da pós-graduação da USP, existindo ainda iniciativas para apoiar a permanência desses estudantes. As iniciativas em curso e as já efetivadas, demonstram a viabilidade e falam em favor da implementação de uma política de inclusão para a pós-graduação da USP, que preserve as diferentes formatações dos processos seletivos.

 

NOSSO COMPROMISSO

1. Criar uma Pró-reitoria para coordenar, centralizar e apoiar políticas transversais na Universidade para os alunos(as), docentes e servidores(as) que se refiram a permanência estudantil, saúde integral e políticas inclusivas sociais, étnico-raciais e de gênero. Esta nova Pró-reitoria, que cuidará da diversidade, da equidade, da inclusão e do pertencimento, centralizará informações e ações, contará com a estrutura administrativa já existente em escritórios e superintendências, como a SAS e o Escritório USP Mulheres. Deverá ter, ainda, grande articulação com todos os órgãos da universidade com vistas a adquirir capilaridade em todas as unidades. A composição do seu Conselho deverá respeitar a diversidade.